sexta-feira, 17 de julho de 2009

Viva a leitura

Encantamento. É a primeira sensção que se tem ao adentrar em uma enorme casa com estantes lotados de livros. Trata-se da biblioteca Comunitária Paulo Freire, do Centro de Estudos Sofia. Local que a Agência visitou ontem com o objetivo de fortalecer vínculos e planejar a elaboração de um plano de comunicação. Localizado no bairro de Escada, Súrbubio Ferroviário de Salvador, o lugar ainda conta com uma vista de tirar o folêgo e um ambiente super reconfortante.

A biblioteca conta com 8 anos de existência e de lá pra cá já realizou diversos projetos com o objetivo principal de incentivar a leitura. Atualmente há projetos como a hora do conto, destinado a crianças e, o clube do livro, voltado para o público infanto-juvenil, que se encontra em fase de implementação.

São oferecidos os seguintes serviços: Cadastro de usuários;empréstimo de livros; orientação à pesquisa bibliográfica; Leitura de periódicos (jornais e revistas); Palestras, debates, mesas redondas, seminários; Programas permanentes.
A biblioteca atende hoje a todos os públicos mas especial atenção para: crianças, adolescentes e jovens, estudantes de escolas públicas e comunitárias, residentes em bairros populares, situação de vulnerabilidade social.

A Biblioteca Comunitária já ganhou prêmios nacionais como o I Prêmio Viva a Leitura e é hoje um ponto de cultura. Sua principal é renda é oriunda de editais e de captação de recursos privados. O que realça como com boa vontade podemos participar de importantes iniciativas como essa, que aos poucos, mudam para melhor, a realidade ao seu redor.


Saiba Mais:
BiBlioteca Comunitária Paulo Freire

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Comunica o quê?

É impressão minha ou a imprensa brasileira está retroagindo? Na semana em que caiu a exigência do diploma de jornalismo para exercício da profissão e que o presidente da república (depois de multinacionais como a Petrobrás) anunciou que escreverá uma coluna para uma comunicação mais direta com a população a fim de evitar distorções (apesar de ser veiculado pelos "meios distorcedores" em pleno ano pré-eleitoral), a justiça pernambucana sem nenhuma justificativa plausível, anulou as concessões ofertadas à rádios comunitárias e proibiu novas concessões.

Segue texto veiculado no site direito a comunicação, na íntegra.:

O município de Olinda, em Pernambuco, está proibido de conceder autorizações de funcionamento a rádios comunitárias. Também foram declaradas nulas as autorizações já concedidas. A decisão é da 21ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco em ação civil pública ajuizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), foi confirmada pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que não acatou o recurso do município.No recurso, o município alegou que a Lei municipal nº 5.460/05, que trata das autorizações, é constitucional porque o município possui competência para legislar sobre assuntos de interesse local. Afirmou ainda que as dificuldades para autorizar o funcionamento das rádios comunitárias demonstram a ausência de interesse da União na matéria, o que favorece a manutenção de oligopólios nos meios de comunicação.Em seu parecer, o MPF argumentou que os municípios não podem conceder autorizações de funcionamento a rádios comunitárias, tampouco legislar sobre o tema. O artigo 21, XI, da Constituição Federal atribui à União a competência exclusiva para explorar os serviços de radiodifusão e telecomunicações diretamente ou mediante concessão, autorização e permissão, enquanto o artigo 22, IV, confere à União, privativamente, poder para legislar sobre tais assuntos.