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terça-feira, 12 de abril de 2011

Segundo dia de formação (11 de Abril)

      O segundo encontro de nossa formação aconteceu nesta quarta-feira, 11 de abril. O tema foi "O Sistema Público de Comunicação no mundo e no Brasil", mediado pelo jornalista Pedro Caribé, que faz parte do grupo Intervozes, assim como do CCDC (Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania) da Ufba.
Foi interessante complementar os conhecimentos adquiridos na última aula. Tivemos oportunidade de ouvir um panorama geral sobre o funcionamento do sistema de comunicação pública no mundo, e percebemos como o do Brasil é falho. Enquanto outros países apresentam um sistema estruturalmente desenvolvido (acessível à grande parte do território e da população), descentralizado, com grande participação social na produção de conteúdo, o Brasil só veio começar a desenvolver um real sistema público a partir de 2007 com a criação da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) e da TV Brasil. Já existiam iniciativas isoladas (como TVs independentes ou governamentais) que fogem ao monopólio comercial presente na mídia brasileira, mas não estão inseridas a um sistema público, o que dificulta a difusão dos seus conteúdos - apesar de grande parte deles já apresentarem um cunho social, considerando a diversidade cultural e regional, os direitos humanos e a democracia na comunicação. Com o surgimento da TV Brasil, fica mais fácil definir um critério de produção e uma divisão dos conteúdos produzidos.
     Na segunda parte do encontro, tivemos acesso aos sites de diversas instituições que se relacionam constantemente com a produção da TV e rádio públicas. Entre os mais diversos temas, as questões de gênero e racismo foram muito discutidas, além da influência da propaganda na conservação de valores estereotipados da sociedade, e novamente, a violação dos direitos humanos em diversos programas de grande alcance nacional. Neste ponto, vale a pena conferir estes sites:

No final da discussão, foram trazidas perspectivas de melhora, entre elas a universalização da banda larga e a chegada da TV digital que aumentaria significativamente a produção pública, vinculando quatro canais na TV. Um desejo de que haja mais espaço nas mídias para que a população participe da produção da comunicação foi compartilhado pelos membros e pelo mediador. Sem dúvidas, a melhoria do sistema público de comunicação no Brasil seria o melhor caminho.
                                          
Texto escrito por Lara Perl 
Novo membro da Agência Experimental

domingo, 10 de abril de 2011

Primeiro dia de Formação (6 de Abril)

        No dia 06 de Abril de 2011, houve a primeira formação da Agência Experimental com o estudo do artigo A sociedade Ocupa a TV. O caso Direitos de Resposta e o controle público da mídia do grupo Intervozes, uma associação civil sem fins lucrativos que visa um trabalho coletivo de comunicação social no Brasil. A finalidade desta formação foi de conscientizar aos novos integrantes da Agência o poder que nós, cidadãos, temos em relação aos Direitos humanos.
    O artigo retrata sobre a violação dos Direitos humanos, promovida pelo apresentador João Kleber do Programa Tardes Quentes que era exibido pela emissora Rede TV! O resultado da irresponsabilidade e do desrespeito do programa com a diversidade cultural, religiosa e sexual trouxe indignação aos grupos sociais que levou aos fins de 2005, abrir um processo judicial contra o programa em parceria com o Ministério Público. A justiça exigiu que a emissora suspendesse o programa Tardes Quentes para a exibição do programa Direitos de Resposta. Este programa teve duração de trinta dias e exibia quadros falando sobre os direitos do cidadão, com diálogos e debates sobre as diversidades.
       Este programa marcou a história das manifestações de combate a pressão da mídia que pensa em um brasileiro acostumado a brincadeiras ofensivas, pessoas sendo usadas como objeto de diversão e humor.
     Para provar a falta de respeito e consciência dos direitos humanos nos veículos de comunicação, a equipe da Agência exibiu dois vídeos relacionados à homofobia sexual e ao desrespeito religioso, provocados pelo programa Tardes Quentes de João Kleber. Os novos integrantes da Agência falaram, indignados, sobre a maneira que o programa tratava estas pessoas e também sobre a artificialidade que o programa transmitia para os seus espectadores. Tudo era bem planejado e armado, pois em nossa são consciência ninguém agiria daquela maneira ou aceitaria participar de um papel “ridículo” e expor em rede nacional os seus problemas. No final da formação, foi exibido o vídeo do grupo Intervozes com alguns trechos do programa Direitos de Resposta que recebeu vídeos de várias ONGs do país que retrataram a diversidade que pode ser respeitada e tratada de “igual para igual”.
      Portanto, a manipulação midiática deve ser revista e analisada. Parar com o discurso que todos aceitam, todos gostam ou todos querem ver programas que não vão acrescentar em nada para a conduta moral de suas vidas.
Texto escrito por Flábia e Edvan
Novos membros da Agência Experimental