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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Agência Experimental apóia Caldeirão Cultural, em Plataforma



A Agência Experimental em Comunicação e Cultural está presente na produção do festival de arte Caldeirão Cultural, realizado anualmente no Centro de Cultura Plataforma. O evento acontece nos dias 3 a 19 de junho e contará com diferentes segmentos artísticos, como espetáculos de dança, teatro, apresentação de bandas, oficina de grafite e exibição de documentários sobre cultura popular, representando a diversidade artística e cultural dos grupos das comunidades de Salvador. As apresentações serão cobradas a partir do sistema PQQ (o Pague o Quanto Quiser) em que permite o público escolher qual quantia pagar, seguindo um valor mínimo de R$0,99.

A Agência colabora para a fomentação desse evento que, em sua quinta edição, já atraiu grande público para as poltronas do Centro Cultural de Plataforma. Com nossos conhecimentos específicos na área de comunicação, esperamos cada vez mais poder apoiar iniciativas como essa na capital soteropolitana.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Biblioteca Paulo Freire comemorará 10º aniversário

A Biblioteca Comunitária Paulo Freire (BCPF), situada no bairro de Escada, estará fazendo no sábado (21) o seu 10º aniversário de existência. Em comemoração ao dia, uma programação especial foi realizada e contará com a participação de grupos como Onça Pintada, Herdeiros de Angola e Associação Nova Aliança. Outros momentos como um sarau poético e hora para a leitura estão dentro do cronograma. Durante o evento, serão expostas fotografias sobre os 10 anos da Ong Sofia Centro de Estudos, grupo fundador do espaço. A comemoração ocorrerá durante o horário de funcionamento da biblioteca, das 9h  às 12h e das 14 às 17h.

Criada pela organização não-governamental SOFIA, que realiza projetos do bairro, a BCPF é um espaço de desenvolvimento de atividades educativas e culturais na área do Subúrbio Ferroviário.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Seminário da Pesquisa Faces do Brasil fala sobre a cobertura étnica nos impressos brasileiros



         Após a sanção da Lei Áurea que determinou o fim da escravidão e a alforriação de vários indivíduos, o dia 13 de maio se tornou uma data que, apesar de recorrentemente esquecida, é símbolo de resistência e remete a memória da população negra. Aproveitando o ensejo comemorativo, o grupo de pesquisa Etnomídia da Faculdade de Comunicação da UFBA revelou o produto parcial da pesquisa Faces do Brasil, na qual aborda o modo como os principais jornais e revistas do Brasil fazem a cobertura de grupos socialmente minoritários do país: negros, índios e ciganos. O seminário aconteceu nas imediações do Ceao (Centro de Estudos Afro-Orientais), localizado na praça 2 de Julho, no período matutino.

           O primeiro momento do seminário trouxe os dados referentes à pesquisa nas vozes dos bolsistas que, nos três últimos meses do ano passado, monitoraram os 24 principais veículos impressos do país. Dois membros da Agência Experimental, Daniele Rodrigues e Maria Garcia, fizeram parte desse processo. As impressões da cobertura dos jornais foram, assim, reveladas aos espectadores. Estes, posteriormente, externaram suas opiniões a respeito dos resultados, envolvendo os movimentos sociais e os direitos humanos. Esse momento se sucedeu enquanto estavam à mesa redonda os diretores Sérgio Costa e Ranulfo Bocayuva, dos veículos A Tarde e do Correio*, respectivamente. O professor Jocélio Teles também compôs a mesa. Um debate acalorado ocorreu e os diretores responderam de maneira defensiva. Comentaram membros do movimento negro, do DCE da UFBA, da comunidade de ciganos e moradores soteropolitanos que admitem se sentir prejudicados por essa cobertura dos jornais baianos, considerada violenta e pouco construtiva para a sociedade.

           Sérgio Costa declarou que o Correio* não foca na identificação racial das pessoas noticiadas, admitindo que foi uma triste coincidência a foto de um assassino negro na capa do jornal, próximo do dia 13 de maio de 2010. Ranulfo Bocayuva acredita que somos uma nação sendo construída e essas reclamações não devem ser feitas apenas aos meios de comunicação. Teles informou que houve uma mudança na forma como são tratados esses grupos minoritários em comparação a 50 anos atrás, devido a uma diminuição considerável no número de termos pejorativos. Além disso, vários representantes desses grupos começaram a ter mais visibilidade nesses veículos, a exemplo da coluna de Mãe Estela e Luiz Mott no jornal A Tarde. O seminário foi encerrado com muita satisfação dos envolvidos.