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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Segunda edição do Agenciação em clima de São João!



Cheiro de milho no ar, forrozinho pé-de-serra, brincadeiras e correio pra lá de amoroso... Se você acha que é preciso chegar até o dia 24 de junho para curtir tudo isso, está enganado. A Agência Experimental vai antecipar a festa junina na Faculdade de Comunicação nesta quinta (16), na segunda edição do Agenciação. Contando com as bandas, Forrossá, Flor do Cangaço e o trio Jó Miranda, atrações musicais vindas da comunidade, o Agenciação também não deixará de trazer o cordelista Luar do Conselheiro, repleto de conhecimentos da cultura nordestina que mexerá com nosso tutano. A festa será gratuita e terá disponível comidas típicas, brincadeiras com direito a brinde, distribuição de cordéis e feijão tropeiro. Você não vai perder essa oportunidade, vai?

O quê: II Edição do Agenciação - Tema Especial de São João
Quando: 16 de junho das 11 às 15h
Onde: Faculdade de Comunicação da UFBA - Campus Ondina (Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina)
Preço: Gratuito
Atrações: Forrossá, Jó Miranda, Flor do Cangaço, Luar do Conselheiro e aulas de forró com Alessandro Felizola
Realização: Agência Experimental em Comunicação e Cultura
Apoio: Centro Acadêmico Vladimir Herzog e Rádio Facom


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Seminário da Pesquisa Faces do Brasil fala sobre a cobertura étnica nos impressos brasileiros



         Após a sanção da Lei Áurea que determinou o fim da escravidão e a alforriação de vários indivíduos, o dia 13 de maio se tornou uma data que, apesar de recorrentemente esquecida, é símbolo de resistência e remete a memória da população negra. Aproveitando o ensejo comemorativo, o grupo de pesquisa Etnomídia da Faculdade de Comunicação da UFBA revelou o produto parcial da pesquisa Faces do Brasil, na qual aborda o modo como os principais jornais e revistas do Brasil fazem a cobertura de grupos socialmente minoritários do país: negros, índios e ciganos. O seminário aconteceu nas imediações do Ceao (Centro de Estudos Afro-Orientais), localizado na praça 2 de Julho, no período matutino.

           O primeiro momento do seminário trouxe os dados referentes à pesquisa nas vozes dos bolsistas que, nos três últimos meses do ano passado, monitoraram os 24 principais veículos impressos do país. Dois membros da Agência Experimental, Daniele Rodrigues e Maria Garcia, fizeram parte desse processo. As impressões da cobertura dos jornais foram, assim, reveladas aos espectadores. Estes, posteriormente, externaram suas opiniões a respeito dos resultados, envolvendo os movimentos sociais e os direitos humanos. Esse momento se sucedeu enquanto estavam à mesa redonda os diretores Sérgio Costa e Ranulfo Bocayuva, dos veículos A Tarde e do Correio*, respectivamente. O professor Jocélio Teles também compôs a mesa. Um debate acalorado ocorreu e os diretores responderam de maneira defensiva. Comentaram membros do movimento negro, do DCE da UFBA, da comunidade de ciganos e moradores soteropolitanos que admitem se sentir prejudicados por essa cobertura dos jornais baianos, considerada violenta e pouco construtiva para a sociedade.

           Sérgio Costa declarou que o Correio* não foca na identificação racial das pessoas noticiadas, admitindo que foi uma triste coincidência a foto de um assassino negro na capa do jornal, próximo do dia 13 de maio de 2010. Ranulfo Bocayuva acredita que somos uma nação sendo construída e essas reclamações não devem ser feitas apenas aos meios de comunicação. Teles informou que houve uma mudança na forma como são tratados esses grupos minoritários em comparação a 50 anos atrás, devido a uma diminuição considerável no número de termos pejorativos. Além disso, vários representantes desses grupos começaram a ter mais visibilidade nesses veículos, a exemplo da coluna de Mãe Estela e Luiz Mott no jornal A Tarde. O seminário foi encerrado com muita satisfação dos envolvidos.



terça-feira, 26 de abril de 2011

Reunião com direito a bolo!


          Não há nada melhor do que comemorar. Foi dessa forma que abrimos a semana. Nessa segunda-feira, dia 25 de Abril, celebramos o aniversário de uma de nossas queridas agentes Laís, que completou seus 20 anos bem vividos. A pequena festinha aconteceu em nossa sala e teve direito a bolo e refrigerante, servidos para todos os presentes. Após os comes e bebes, realizamos a primeira reunião integrando os novos membros, onde eles puderam se alocar nas áreas que mais lhe interessavam dentro da Agência. Animados, já estão dispostos a trabalhar.


As novas garotas da Agência Experimental
Laís cortando seu bolo de aniversário
                    JaÉ!           

A primeira edição do JaÉ!, (Jornal da Agência Experimental), cujo lançamento na plataforma digital está previsto para o final do mês de Maio, está no processo de produção. Devido a isso, procuramos interessados em ilustrar as reportagens, principalmente aqueles que tenham domínio da técnica stencil. Quem quiser colaborar com o nosso jornal, favor entrar em contato pelo email da Agência (agencia.ufba@gmail.com) ou do JaÉ! (jae.agenciaexperimental@gmail.com) até o dia 5 de Maio.
 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Terceiro dia de Formação (dia 13 de Abril)

Aconteceu dia 13 de abril o terceiro encontro de formação para os novos membros da Agência Experimental. A discussão sobre Cultura Popular foi mediada por Vanusa Mascarenhas, doutoranda em Políticas Públicas para a Cultura Popular pela UFBA
Iniciamos a discussão com questionamentos a respeito do que é cultura popular. Entendemos que esta não é uma realidade óbvia, natural ou consensual, mas, um conceito histórico, muito recente com inúmeras variações.
Cultura popular é também uma questão de classe. É o reconhecimento do nordestino em comer baião de dois, do sulista em tomar chimarrão, é o reconhecimento do baiano indo ao Rio Vermelho pra comer acarajé.Cultura popular é o olhar do povo reconhecendo a si mesmo em suas práticas habituais.
Observamos a literatura de cordel e percebemos a modernização das dinâmicas culturais. O cordel era inicialmente impresso em xilogravura e adota posteriormente a capa ilustrada, semelhante à revista de história em quadrinhos. Entendemos que a cultura popular tende a acompanhar os avanços da modernidade modificando-se para atender o mercado consumidor
Também debatemos a respeito do processo de inserção do saber popular na academia e percebemos a necessidade de instigar o reconhecimento da produção popular como saber e não apenas como objeto de análise e estudo. Sendo assim, é necessário abandonar a idéia de apenas visitar e adotar a idéia de conviver, proporcionando um aprendizado mútuo. As nossas intervenções na comunidade não devem ser feitas para a comunidade, mas, com a comunidade, respeitando assim o seu espaço da comunidade e as suas decisões a respeito das suas próprias práticas.
Conhecemos três tipos de pesquisadores da cultura popular: o antiquário, o qual analisa a cultura enquanto passado; o romântico, que analisa a cultura enquanto formação da identidade; e o folclorista que tem a cultura como objeto de estudo científico.
O fato de tratarmos sobre a cultura popular e o seu reconhecimento não nos impediu de ter uma reunião pautada num clima de descontração, e foi desta forma que Vanusa encerrou o encontro. ‘Gente, sou vice-presidente da Comissão Baiana de Folclore’, disse-nos. Ela justificou que preferiu revelar no fim para que, como muitas vezes já aconteceu, suas palavras não caíssem em descrédito. Muito pelo contrário, pelas expressões dos ouvintes, este foi um debate muito salutar que proporcionou um crescimento informacional, não só para os membros em formação, mas, para todos os presentes.



Texto Escrito por Carolina Leal
Nova membro da Agência Experimental

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acolhimento de novos membros

  Risos, conversas e metas. Foi imerso neste clima de integração e descontração que ocorreu o acolhimento dos novos membros da Agência Experimental em Comunicação e Cultura (AECC) no dia 1º de abril pela tarde. A partir das duas horas, o encontro entre os novos agenciadores e os veteranos começou com uma apresentação de quem somos, nossas metas, planejamentos, projetos e métodos. Durante a apresentação, a atenção e a participação de todos foi bem marcante, e logo após a mostra dos perfis dos membros atuais da Agência, os nomes e perfis dos novos participantes completaram a nossa equipe. O nosso acolhimento, desde o início, tem o caráter agregador visando a soma a partir de experiências passadas, relatos, histórias e idéias novas. Estamos aqui para reciclar, crescer, ensinar... e (porque não) aprender?


   Na dinâmica de aproximação e trocas, propomos a todos a possibilidade de brincar com os fatos e com os argumentos. Cada um teria que decidir se era contra ou a favor de algo que ainda iria saber por meio de sorteio, a partir da escolha, cada um iria argumentar o por quê, no intuito de convencer a sua dupla que de acordo com um papel pré-estabelecido iria opor-se á idéia. Para exemplificar podemos dizer que defender o aumento da passagem de ônibus ao Movimento Exu Tranca Ruas, opor-se aos altos salários de jogadores de futebol à Neymar ou opor-se ao uso da maconha à um usuário não foi tão fácil assim. Rendeu risos, saias justas, frases engraçadas, e até divertidas polêmicas.
   Para finalizar a tarde lanchamos em grupo, tiramos dúvidas e apresentamos a sala da Agência aos novos membros.